Nudes

Tenho opiniões pouco populares assim como todo mundo. Para começar: vazamento de nudes.
Lembrando a citação de Bukowski, somos seres humanos, logo, temos bocas e cus. Uma parte tem seios e vagina, outra tem pênis. (A terça parte tem uma mistura destes órgãos ou a ausência de um ou mais deles.) Contudo, é possível dizer que essencialmente somos todos iguais. Em razao disso, é de se admirar que “vazamento de fotos em que a pessoa está nua” causem tanto furor nos dias de hoje.
Dias em que a Playboy pensa em parar de publicar fotos de mulher pelada porque a internet já está repleta delas.
Dias em que a televisão aberta mostra em horário nobre pessoas semi-nuas realizando preliminares (quando não estão transando realmente).
Dias em que a vulgarização do corpo só não é páreo para a da mente.
Então, me desculpem se reviro sucessivamente meus olhos quando vejo que a pessoa mudou de cidade/trabalho/nome só por causa de fotos ou vídeo terem mostrado um lado pouco lisonjeiro do vosso “eu”.
Porque, em última análise, é só isso mesmo: passado o constrangimento inicial pela luminosidade ruim, ângulo pouco favorável ou qualquer outra nerdice cinéfila à parte, aquilo ali não é novidade para ninguém.
Exceto casos de abuso por questão de idade e/ou capacidade, não acredito que seja um motivo para “morrer”. O mundo vai continuar girando, girando.
Sintetizando o drama da situação, creio que a única parte realmente frustrante é ter aquilo revelado sem autorização seja com fim lucrativo ou não. Não é nenhum crime mandar fotos suas para alguém, afinal, mas é violação da confiança – até mais que da intimidade/privacidade – este alguém se valer desta boa vontade e propagar o material como se fosse santinho de político em dia de votação.
Basicamente, minha mensagem é: saiba para quem está enviando ~nudes~. Não reclame mais tarde, por favor.

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Sonhos, metas e ilusões

Em fóruns pela internet (o que resume com precisão a minha interação social fora a vivência familiar e profissional) sempre vejo as pessoas discutindo sobre as diferentes formas de interpretar as palavras que vão no título. Basicamente, dá para dizer que planos definidos com prazo e método são chamados de metas; tire um destes fatores e terá um sonho, ou seja, uma vontade, uma inspiração que não se sabe/não aventou ainda como realizar. Por fim, as ilusões seriam uma fantasia consciente, isto é, a pessoa sabe que não vai jamais realizar aquele sonho porque não pretende transformá-lo em meta.
Isto estabelecido, posso afirmar que tenho me iludido sem medo há algum tempo. Não sem arrependimento, mas sem qualquer receio. Cheguei em um ponto que não faço muita questão em discutir ideais e ideologias, coisa que já foi minha paixão. Pelo contrário, ando meio arredia em pensar muito tempo à frente no futuro. Simplesmente se apodera da minha mente um branco total e pacífico. Não tenho pretensão de carreira, satisfação pessoal ou financeira. Na verdade, em muitos momentos me passa pela mente que ser poupada da sobrevivência aos anos vindouros seria uma espécie de lucro mais palpável que imaginar passar por seja lá o que vier.
E a maioria das pessoas tem sonhos, estipula metas e repudia ilusões. Eu que já não sou muito fã de pessoas me pego gostando menos delas (até de você, leitor). Fico muito tempo calada, distante. Se eu fosse um estado na previsão do tempo a garota bonita de terninho diria que “há possibilidade de períodos soturnos sem chance de aumento de temperatura até o fim da semana”. Sendo sincera, a verdade é que é até o fim dos tempos. E NÃO FAÇO GOSTO EM MUDAR ISTO. Gosto de viver aqui lendo meus livros de ficção, trabalhando com algo que não fui talhada para e me resignando a não encontrar aquela vontade de viver que parece inspirar tanta gente.
Fecho os olhos para iscas lançadas ao acaso. Não quero discutir, sentir, mudar. Não está nada bom, mas quero ficar. Não notem meu humor, minhas roupas ou minha péssima companhia. Sigam. Vão embora. Xô.
A ilusão da solidão me alimenta. O silêncio me completa.
Covarde, tola, fútil, qualquer que seja o nome pode jogar na minha cara que não ligo. Não pedi para estar aqui, afinal.

Tag: 100 perguntas que ninguém pergunta

Para passar o tempo:

1: Você dorme com as portas do seu armário aberta ou fechada? Fechada. SEMPRE. Medo que os monstros do armário (tão mais inofensivos que os da minha cabeça) saiam de lá.

2: Você leva embora os shampoos e condicionadores dos hotéis? Às vezes. É mais questão de “opa, veio junto por engano” e menos por obsessão em pegar estes “brindes”.

3: Você dorme com seu edredom dobrado pra dentro ou pra fora? Embolado no meu corpo.

4: Você já roubou uma placa de rua? Ainda não.

5: Você gosta de usar post-it? Acho muito práticos.

6: Você corta cupons, mas depois nunca usa? Faz éons desde a última vez em que vi um cupom em algum lugar.

7: Você prefere ser atacado por um urso ou um enxame de abelhas? Prefiro não ser atacada, mas se ficar parada as abelhas não picam, certo? 

8: Você tem sardas? Pintas.

9: Você sempre sorri para fotos? Nem tiro fotos.

10: Qual é a sua maior neura? Em ordem alfabética ou por intensidade?

11: Você já contou seus passos enquanto você andava? Quem nunca?

12: Você já fez xixi na floresta? Sim, uai.

13: E quanto fazer coco na floresta? Não sou coqueiro, fia.

14: Você dança, mesmo se não tiver música? A música está na minha cabeça!

15: Você mastiga suas canetas e lápis? Inclusive, não é nada gostosa a tinta da caneta Bic. Poderiam rever issaê.

16: Com quantas pessoas você já dormiu essa semana? Olha, na minha casa moram 3 pessoas. 4, se contar meu cachorro.

17: Qual é o tamanho da sua cama? De casal.

18: Qual é a música da semana? Calvin Harris – Blame ❤

19: O que você acha de homens que usam rosa? Acho que virilidade tá longe de fazer associação com cores.

20: Você ainda assiste desenhos animados? Sempre que posso.

21: Qual é o filme que você menos gosta? E.T., desculpa.

22: Onde você enterraria um tesouro escondido, se você teve algum? No quintal de casa. Sou meio preguiçosa.

23: O que você bebe com o jantar? Água. Invariavelmente.

24: No que você mergulha um nugget de frango? Prefiro sem molhos.

25: Qual é a sua comida favorita? A saborosa!

26: Quais filmes você poderia assistir várias vezes e continuar amando? Armagedom, Duro de Matar, Moulin Rouge ❤

27: Última pessoa que você beijou/beijou você? Certas coisas a gente faz questão de esquecer, certo?

28: Alguma vez você já foi escoteiro(a)? Já quis.

29: Você posaria nua em uma revista? Em troca de muita grana: COM CERTEZA!

30: Quando foi a última vez que você escreveu uma carta para alguém no papel? Na oitava série.

31: Você pode trocar o óleo de um carro? Posso, sim. Basta levá-lo ao posto.

32: Já obteve uma multa? Nope.

33: Alguma vez ficou sem gasolina? Sou responsável demais para isso.

34: Tipo favorito de sanduíche? Os fáceis de fazer!

35: A melhor coisa para comer no café da manhã? Pão quentinho com manteiga e café forte e doce ❤

36: Qual é a sua hora de dormir? 22 horas ou coisa assim.

37: Você é preguiçoso? Yup.

38: Quando você era criança, o que você vestia para o Dia das Bruxas? Nunca me fantasiei. A verdade é que brasileiros não seguem muito esta tradição.

39: Qual é o seu signo astrológico chinês? Cavalo.

40: Quantos idiomas você fala? Precariamente a língua portuguesa.

41: Você tem alguma assinatura de revista? Sou mais de ler tudo online.

42: Quais são melhores, Lego ou Logs Lincoln? Lego.

43: Você é teimoso(a)? Sempre.

44: Quem é melhor … Faustão ou Silvio Santos? SILVIO SANTOS, OLÊ, OLÊ, OLÁ!

45: Já assistiu alguma novela? A última que vi foi “Império”, na Globo.

46: Você tem medo de altura? Não sou fã, mas não chego a ter fobia.

47: Você canta no carro? Com ou sem acompanhamento musical.

48: Você canta no chuveiro? Quando me sinto leve/bem.

49: Você dança no carro? Fora da direção, ok.

50: Alguma vez usou uma arma? Armas brancas: sim. E gostaria de ter uma .45, só por curiosidade (com o devido treinamento, claro).

51: A última vez que você teve um retrato tirado por um fotógrafo? Para um book na oitava série.

52: Você acha que os musicais são legais? Alguns. Depende do tema, atores, etc.

53: Natal é estressante? É um dia comum.

54: Nunca comeu um Pierogi? Não D:

55: Tipo favorito de torta? Doce. Qualquer uma saborosa.

56: O que você queria ser quando era criança? Arqueóloga ou professora.

57: Você acredita em fantasmas? Espíritos, bruxas, gente sensitiva: tudo.

58: Já teve um sentimento de déjà vu? Já tive, mas saber se foram reais é que são elas!

59: Toma uma vitamina diária? Deveria. Sou do time linhaça, grão-de-bico e coisa prática assim.

60: Usa chinelos? Aham.

61: Usa um roupão de banho? Acho brega.

62: O que você usa para a cama? Colcha, uai.

63: Primeiro show? Paquitas HA-HA

64: Wal-Mart, Target e Kmart? 6 e meia-dúzia.

65: Nike ou Adidas? Meia-dúzia e seis.

66: Cheetos ou Fritos? CHEETOS

67: Os amendoins ou sementes de girassol? Amendoim torrado é muito bom.

68: Já ouviu falar do grupo de Tres Bien? Mas quem?

69: Já teve aulas de dança? Gostaria.

70: Existe uma profissão que você imagine fazer no seu futuro? Ainda não inventaram.

71: Você consegue enrolar sua língua? Nem esta habilidade eu tenho.

72: Já ganhou um concurso de soletração? Nunca participei de um.

73: Você já chorou porque você estava feliz? Não sou tão dramática.

74: Possui algum disco de vinil? Vários e adoro muito. RPM, Beatles ❤

75: E uma vitrola? Gostaria de ter uma.

76: Você utiliza incenso regularmente? Não.

77: Já se apaixonou? Infelizmente.

78: Quem você gostaria de ver em um show? Foo Fighters.

79: Qual foi o último show que você viu? Não saio muito. Foi uma banda local.

80: Chá quente ou chá frio? Morno.

81: Chá ou café? Café.

82: Açúcar ou adoçante? Açúcar.

83: Você sabe nadar bem? Não morro afogada.

84: Você consegue prender a respiração sem segurar seu nariz? Sim.

85: Você é paciente? Só quando no hospital.

86: DJ ou banda, em um casamento? Dj e banda fora do casamento.

87: Já ganhou um concurso? De leitura na escola HAHA

88: Já fez alguma cirurgia plástica? Nope.

89: Quais são as melhores azeitonas, pretas ou verdes? Verdes.

90: Você faz tricô ou crochê? Tenho 25 anos e zero noção de como diferenciar ambos.

91: O melhor lugar para uma lareira? Num lugar muito frio.

92: Você já viajou pra fora do seu país? Ainda não.

93: Que lugares pretende conhecer? Tantos quantos puder.

94: Qual era a sua matéria preferida no Ensino Médio? História.

95: Você esperneia até conseguir as coisas do seu jeito? Muitas vezes.

96: Você tem filhos? Credo, não!

97: Você quer ter filhos? NÃO!

98: Qual é sua cor favorita? Verde? Roxo? Depende do dia.

99: Você sente falta de alguma coisa da sua infância? Muito pouca, já que sempre fui neurótica com coisas como responsabilidades e futuro. Sinto falta de ter tido uma real infância.

100: Você inventa… o que for preciso quando convém!

A verdade, por favor

Existe uma frase popular na minha casa e cuja autoria é atribuída a uma tia: “se ninguém te perguntou, não inventa”.
É basicamente o que sugere. A mentira é dispensável se não foi feita uma pergunta direta sobre o assunto. Aqui, dominamos a arte das evasivas de forma magistral. Aumentamos dramaticamente os fatos (em alguns casos), mas criar é raro, muito raro mesmo. (Até porque mentir gasta muita energia e sou muito preguiçosa.)
Infelizmente nem todos são assim e sofro no convívio social por causa disso. Me pego pensando “qual a razão da mentira, criatura?” quase todos os dias ao notar uma mentira visível e sou obrigada a ignorar porque jogar merda no ventilador é pior e ditado mais famoso e antigo.
C’est la vie.

Eu leio, logo existo

Eu gosto muito de ler.
Aprecio profundamente a aura de silêncio que nos envolve ao entrar num enredo literário. Aquela sensação de desprendimento tão grande da realidade que – talvez – muitos não notem um meteoro atingindo o planeta ou qualquer outro evento indicador do apocalipse.
Gosto do fato de uma história se desenvolver melhor em duas horas de leitura se comparadas com duas horas vendo o filme. Não me entenda mal: amo filmes; assisto aos filmes baseados em livros que já li (e vice-versa), mas prefiro a estrutura dinâmica dos livros.
Não importa a tipografia, cor das páginas, se os capítulos são numerados ou nomeados com títulos. Não ligo para número de páginas, idioma em que foi escrito originalmente e com qual propósito (um livro precisa de um objetivo específico?). Nem discuto tópicos como a falta de praticidade dos ebooks. Se a trama for envolvente e agradável: lerei.
Quando pensei em rascunhar este pequeno post lia uma passagem de um livro em que a heroína questiona a própria sanidade, pois havia largado carreira, amigos e família só para ir atrás de algo que a interessava por “n” razões (e muito provavelmente por causa de uma aventura). Isto me fez lembrar que meu pai fez o mesmo quando jovem (e somente devido a tal “loucura” é que existo). Basicamente a epifania que me atingiu aqui foi que tenho exemplos nos livros e na vida real sobre pessoas que tomaram as rédeas do destino e fizeram o que bem entenderam. E eu não. Eu estou aqui: presa, parada, enfim, puritanamente perdida do que eu poderia ser.
Quero dizer, se você crê em vidas preestabelecidas, e neste contexto imaginar que eu deveria me tornar uma grande artista circense no Canadá ou guia turística em alguma ilhota japonesa, pode considerar também que não tenho feito nenhum esforço para tentar descobrir o que há de melhor em mim.
Conformada (resignada), permaneço silente (fora este breve desabafo) aqui neste mesmo bat-país, leio.
Que a leitura me leve pra longe daqui…