Um Conselho

Aconselho que experimentem ler pra descobrir o que é ser infinito ao lado de seus amigos e o valor do infinito ao lado de um amor puro. Pra que vejam que demônios renegados podem ser gente boa e anjos caídos são lindos. Experimentem ler pra reconhecer que de cada 5, 4 histórias colocam vampiros e lobisomens como inimigos e que os amigos fictícios têm sempre as mesmas novidades e nunca se tornam cansativos. Experimentem ler Senhora pra ver que mulher sabe ser vingativa, Diva pra ver uma caprichosa e A mulher só, pra ver que algumas querem ser vistas além da beleza.
Leiam pra ver que Douglas Adams e Lisa Jane Smith escreveram histórias com um grau de imaginação e criatividade raros. Leiam pra ralhar com quem vira fã por causa de filme e aprender palavras como “ralhar”. Leiam pra assistir a orgulhosa e petulante Elizabeth se apaixonar pelo preconceituoso Mr. Darcy e o oposto também! Leiam pra conhecer a exploração de diamantes, lutas milenares e que histórias infantis deveriam ser lidas por gente de qualquer idade.
Ler relaxa. Ler estimula. Experimentem ler.

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Quote notável #5

“Vejo sangue no ar, vejo o piloto que levava uma flor para a noiva, abraçado com a hélice. E o violinista em que a morte acentuou a palidez, despenhar-se com sua cabeleira negra e seu estradivárius. Há mãos e pernas de dançarinas arremessadas na explosão. Corpos irreconhecíveis identificados pelo Grande Reconhecedor. Vejo sangue no ar, vejo chuva de sangue caindo nas nuvens batizadas pelo sangue dos poetas mártires. Vejo a nadadora belíssima, no seu último salto de banhista, mais rápida porque vem sem vida. Vejo três meninas caindo rápidas, enfunadas, como se dançassem ainda. E vejo a louca abraçada ao ramalhete de rosas que ela pensou ser o paraquedas, e a prima-dona com a longa cauda de lantejoulas riscando o céu como um cometa. E o sino que ia para uma capela do oeste, vir dobrando finados pelos pobres mortos. Presumo que a moça adormecida na cabine ainda vem dormindo, tão tranqüila e cega! Ó amigos, o paralítico vem com extrema rapidez, vem como uma estrela cadente, vem com as pernas do vento. Chove sangue sobre as nuvens de Deus. E há poetas míopes que pensam que é o arrebol.”

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Carência afetiva

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Pela minha diminuta e indesejada – porém inevitável – experiência com comércio, contato com cliente e relações em geral, é possível afirmar numa análise sumária que a carência afetiva humana está atingindo graus altíssimos. Liguem pro Richter e peçam uma atualização urgente!
Posso ilustrar a conclusão com dois exemplos (numa loja de roupas, por serem mais próximos do meu cotidiano) bem comuns:

Caso 1. A pessoa chega desacompanhada na loja, e:

– Você não tem meu número desta saia?
– Qual o seu tamanho? – a vendedora pergunta.
– Não sei…
– Experimenta estes dois e vê qual fica melhor! – a vendedora diz encaminhando a cliente (porque homens raramente provam roupas e/ou pedem satisfação/opinião sobre suas vestes) ao provador.
– O que você acha? – pergunta a cliente sem senso de autocrítica.

Evidente que a vendedora, especialmente se comissionada, irá responder conforme a renda mensal lhe aprouver. Algumas ainda, podem mal se importar com tal fato e vão lançar um olhar de desdém e responder um “ficou ótimo em você” de forma ridiculamente robotizada do gênero “ninguém tá me pagando pra paparicar estranhos”.
Contudo e sobretudo por conta dessas duas razões a pessoa (cliente) insiste em perguntar, em exigir atenção, por saber que dificilmente ficará sem uma resposta delicada e comedida. Em casa podem falar que ela está gorda, precisa de um transplante de senso de moda ou falar com as paredes, mas na loja ELA SABE QUE SERÁ BEM TRATADA.

Caso 2. A pessoa chega descompanhada na loja (sim, em grupos é mais raro a manifestação explícita da carência afetiva), e:

Após desdenhar de praticamente toda a mercadoria, diz que vai voltar em breve com fim de saber se chegou alguma novidade.

Veja bem, ela pode nem ter observado minunciosamente os produtos (e em geral é bem assim), mas promete (e a vendedora já fica com os cabelinhos da nuca eretos) retornar com o fim de receber a sua atenção e simpatia.
Cá entre nós, é uma cortesia paga, ninguém gosta de sorrir de canto a canto enquanto o outro fala “não gosto disso”, “isso não faz o meu estilo”, “pena que tenho um igual”, “já usei muito” e afins. Na verdade, a vendedora que também tem seus próprios problemas com que lidar não está de fato interessada em saber tanto assim a opinião da cliente – ela só é paga para trabalhar ali. (Em comparação, pelo menos no primeiro caso compensou dispender tanto tempo, já que a cliente levou alguma coisa – ou não.)
Pelo ponto de vista da pessoa com síndrome aguda de carência afetiva isso bastará.

A análise mais pormenorizada leva a crer, segundo fontes confiáveis, que o karma é uma bitch que se vinga com graciosidade e sem qualquer sutileza, levando suas vítimas infelizes à insanidade irreversível.


P.S.: vendedores dos quatro cantos do planeta agradecem – de coração – se você não for um chato com este tipo de patologia.

Tag literária: Cinco perguntas

Vi no blog http://gabiiem.blogspot.com.br/2014/10/tag-literaria-cinco-perguntas.html esta tag e resolvi responder também!

1. Em que livro gostaria morar?

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Ainda no outro dia comentei sobre isso numa pergunta no Ask.fm. Lá eu disse e aqui repito: Percy Jackson (e Os Olimpianos – R. Riordan) e O guia do mochileiro das galáxias (D. Adams). O motivo é simples: coisas fantásticas acontecendo o tempo todo e com todos (não só com os protagonistas). É como se a “magia” estivesse em todo lugar. Empolgante!

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2. Que personagem gostaria de ser?

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Kelsey (A saga do tigre – C. Houck) pelos infindáveis motivos já citados em outros posts e porque sou muito parecida com ela naturalmente. A cada parágrafo do livro as reações à leitura eram simultâneas (desde a estupidez sobre o beijo no primeiro livro até a “discussão” após o pedido de casamento no quarto – são coisas que eu faria haha).

3. Que livro você mudaria o final?

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Invisível (D. Levithan) – Preciso explicar? Dizer que depois de todo aquele sofrimento, treino e luta – em vão – o final foi uma titica irritante? Pois é, mudaria e faria algo bem clichê, bem romancinho água com açúcar porque ninguém deveria ser condenado a ser invisível perante o mundo muito mais do que já somos.

4. Que livro gostaria de ter escrito?

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Queria ser responsável ao mesmo tempo por algo incrivelmente criativo e lírico. Só me vem à cabeça: Estilhaça-me (T. Mafi).
A prosa cheia de poesia dos pensamentos mais íntimos da Juliette são tudo que eu gostaria de um dia já ter rabiscado nas minhas tentativas como escritora. Jessus!

5. Que título de livro considera o mais fantástico?
Sendo literal? O título mesmo?

file_82_39Um sentimento tão secularmente reverenciado vir acompanhado de uma condenação é algo, no mínimo, inusitado! Admito que fui atraída a este aqui pela curiosidade despertada pelo título fantástico. É.

 

Carta de amor #1

Pedi a algumas das minhas pessoas favoritas para escreverem cartas de amor. Valia expressar o sentimento a qualquer coisa/pessoa: escritor favorito, sabor de sorvete que mais gosta, o político que mais odeia, enfim, o que trouxesse maior inspiração.
Alguns, muito dignamente, me ajudaram com o objetivo e fiquei sensibilizada! Aliás, convido a quem mais desejar fazê-lo, a me enviar a sua respectiva carta e irei postar aqui com os devidos créditos.
Só para frisar especificamente: o conteúdo do texto abaixo é de propriedade intelectual de seu autor, logo, proibida a cópia total ou parcial sem a devida autorização. Bêjo!

Autor: Guilherme
Contato: http://ask.fm/hansemlarkendal

Postcard for Helena, postcard from Heaven

Para você guardei o amor que esqueci de dar a alguém, mas que carregava comigo para que um dia me fosse roubado. E que ladra você! Me roubaste o amor em uma fração de segundo, me tomaste de assalto com a mais mortal das armas que tens. Diga-me, alguém já sobreviveu incólume ao teu sorriso? Pois eu não, mataste em mim a descrença no amor, a dúvida de que simplesmente ver alguém por dez segundos pudesse me fazer feliz um dia inteiro. Me mataste e me deste uma vida de ansiar por esses dez segundos, que bem desejava fossem horas junto de ti.
Me tornaste o mais atento ouvinte do que dizias, e o mais constante admirador da tua presença. Sem querer me ensinaste que a felicidade é simples, mora num trivial encontro de olhares, numa meia palavra, num abraço desajeitado. Aliás, não sei se percebeu, mas eu que te amo tanto não aprendi a te abraçar, mas mesmo assim, atrapalhado, queria te prender um dia inteiro nesses abraços. Um dia, a semana, o ano, a vida inteira, o tempo é pouco para situar meu amor, e nem dois dias no ano contigo eu tenho. Você vai fugir da minha vida e eu da sua, você vai ser mais uma lembrança de um amor que foi infinito enquanto durou, mais um dos meus venenos da minha morte.

Do todo seu até que se torne insano
Hansem Larkendal

Você sabe que é viciado em livros/ler quando…

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1 – Você sempre se encontra soltando nomes de personagens/trechos de livros em conversas.
2 – Você dispensa compromissos sociais para ficar em casa lendo.
3 – Quando está lendo um bom livro esquece de comer ou dormir.
4 – Você não vê o tempo passar quando entra numa livraria/biblioteca.
5 – Você vai parar de ler “depois do próximo capítulo” (e continua lendo… lendo… lendo…).
6 – Você ri/chora/comenta em voz alta os trechos do livro que está lendo.
7 – Qualquer ambiente é uma excelente sala de leitura: sua cama, o sofá da sala, o banheiro, o ônibus lotado, a sala de espera do dentista, etc.
8 – Criticar um livro/autor/personagem é o mesmo que te criticar pessoalmente.
9 – Você sempre carrega um livro consigo.
10 – Um dos maiores prazeres da sua vida é o cheiro de livros velhos.
11 – Já deixou de estudar para uma prova ou atrasou a entrega de um relatório para o chefe porque estava terminando um livro.

livros
12 – Quando precisa escolher entre dois livros, se sente perdido.
13 – Quando perguntam quem você levaria para uma ilha deserta, a primeira coisa que vem a sua mente é o título de seu livro preferido.
14 – Faz malabarismos para conseguir descobrir o título do livro de alguém que está do seu lado.
15 – Se afunda em depressão depois que termina de ler um livro muito bom ou muito intenso.(A famosa ressaca literária!)
16 – Faz as refeições com o livro do lado.
17 – Você se revolta quando uma pessoa deixa um livro jogado por aí, pega nele com as mãos sujas, dobra a página, risca, etc.
18 – Já terminou uma amizade por conta de spoiler.
19 – Você definitivamente se apaixona pelos personagens lindos e sensuais dos livros que lê.

O presente post foi baseado na leitura dos links abaixo. Inclusive, recomendo:
http://vivianeblood.blogspot.com.br/2014/07/alguns-sinais-de-que-voce-e-viciado-em.html
http://www.oblogvoador.com.br/25-sinais-de-que-voce-e-viciado-em-livros/
http://garotad.blogspot.com.br/2009/06/voce-e-viciado-em-livros.html
http://youtu.be/08p71FQSX40

E aí, já admitiu o vício? haha