Tag (sobre mim)

1. Qual é a origem do seu nome e sobrenome?
Meu nome (não o pseudônimo) tem origem no latim, inglês e italiano, respectivamente.

2. Qual é a sua descendência?
Acho que a pergunta certa seria sobre ascendência.

3. Qual é o seu hobby?
Ler, comer e dormir.

4. Cite três manias suas.
– reler meus livros favoritos;
– imaginar histórias alternativas com meus personagens favoritos;
– checar várias vezes se as portas estão trancadas.

5. Cite três fatos ao seu respeito.
– tenho olhos castanhos como os da minha mãe;
– sou cabeça-dura como meu pai;
– o terceiro você nunca descobrirá.

6. Cite três curiosidades ao seu respeito.
– gosto de bala de maçã verde;
– como pouco (ou quase nada) quando estou fora de casa;
– minhas amizades nunca duram muito porque as pessoas me cansam.

7. Cite um defeito e uma qualidade sua.
Defeito: vaidade. Na verdade, esta coisinha repugnante é a maior responsável pelo meu fracasso de vida. (Longa história.)
Qualidade: quando me proponho a fazer algo, você receberá o melhor que pode ser feito do tipo. Sem demagogia.

8. Cite uma coisa que você ame.
Batata.

9. Cite uma coisa que você odeie.
Que o vizinho coloque música alta em horários impróprios.

10. Qual é sua música favorita?
Atualmente: “Outras frequências” do EngHaw.

11. Quem é seu escritor favorito? Se quiser, poste o nome de uma obra do mesmo.
Atualmente: Meg Cabot e estou in love pela “Série de Mistérios de Heather Wells”.

12. Qual é sua banda favorita? Se quiser, poste uma música/trecho da mesma.
Foo Fighters.

13. Cite três filmes dos quais você não se cansa.
– Moulin Rouge;
– As branquelas;
– Os Mercenários.

14. Você tem algum plano (viagem, emprego, curso e etc) para o futuro?
Tenho mantido meus planos ao meu alcance. Penso pela manhã no que farei durante a tarde e assim por diante. Grandes planos possuem maiores chances de darem errado.

15. Cite três coisas que alguém precisa saber ao seu respeito antes de se aproximar de você.
– mordo quando preciso;
– eu posso fazer mimimi, você não;
– sempre vou preferir ler/comer/dormir a sua companhia.

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Resenhei: Quase uma rockstar – Matthew Quick

“Quase uma rockstar” é um típico livro do aclamado Nicholas Sparks.
Pera… não, não falei errado, apesar da capa, editora, sites, enfim, quase tudo indicar que o autor é o Matthew. A menos que existam dois Matthew Quick no mundo, sendo:
a) o responsável pela obra-prima de “Perdão, Leonard Peacock” e que escorregou, mas não perdeu a pose, com “O lado bom da vida”.
b) o que escreveu “Quase uma rockstar” como se fosse um brega de um livro como “A última música” ou sei lá.
A fórmula é nitidamente Sparkiana: garota feliz perde a fé na vida e em deus após tragédia que marca sua vida, mas no final reencontra a religião e a superação.
Isso não é Matthew Quick.
Matthew Quick é drama existencial. Matthew Quick é realista o suficiente para mostrar que não existe redenção. Matthew Quick é páginas e páginas de introspecção e auto-análise substancial.
Como não li um livro de Matthew Quick e tenho pavor ao Nicholas Sparks, fica aqui a minha decepção e indignação.
A capa era tão meiga…
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Quote notável #8

“Não soube compreender coisa alguma! Devia tê-la julgado pelos atos, não pelas palavras. Ela me perfumava, me iluminava… Não devia jamais ter fugido. Deveria ter-lhe adivinhado a ternura sob os seus pobres ardis. São tão contraditórias as flores! Mas eu era jovem demais para saber amar.”
—  Le Petit Prince

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O que não fazer: loja de roupas

Parece que algumas pessoas realmente pularam a fila na hora de receber sensatez, então ficam algumas dicas do que fazer (ou não fazer) em certas ocasiões, lugares, etc.. Lembrando que não se trata de um manual, mas dicas consideráveis e práticas a serem – Pelamor de Zeus! – implementadas no cotidiano.
Para iniciar: O que não fazer em uma loja de roupas.

1) Não leve crianças.
Caso seja uma loja de roupas para adultos, por favor, não leve crianças. Crianças ficam entediadas com facilidade e possuem uma imaginação muito fértil sobre como usar cabides em guerrinhas ou, por pura manha, podem jogar no chão e/ou pisotear roupas.
Caso a loja não conte com um playground ou coisa do gênero, não faça dos vendedores babás por ocasião. Aquilo é o trabalho deles; caso seja preciso eles vão chamar a atenção dos seus filhos, pois avarias nas peças podem ser descontadas dos seus salários.
Evidente que isso não se aplica se seus filhos entenderem como podem se comportar num ambiente assim. (O que, sinto em informar, acontece em raros casos. “Quem pariu Mateus que o embale.”)

2) Não dê desculpas furadas.
Ninguém é obrigado a comprar qualquer coisa ao entrar em uma loja, então, se poupe (e ao vendedor) de desculpas inventadas de última hora como, por exemplo:
“Não vou levar porque vocês não têm papel de presente.”
“Se esta blusa fosse 2 cm mais comprida/curta, levaria 5 delas.”

3) O papel de presente sai do seu bolso.
A maioria das lojas conta com serviço de embalar para presente. O custo deste “bônus” pode vir de duas maneiras: explícito (caso em que cobram à parte do valor total da compra o da embalagem para presente) ou implícita (embutido no valor das roupas expostas).
É isso aí: não existe opção em que o papel de presente saia “de graça”. Feliz ou infelizmente, tudo na vida tem um preço. Logo, se a loja (geralmente com produtos mais baratos) não oferece este serviço, seja compreensivo(a) e vá a uma papelaria. Até porque existem centenas de tipos diferentes de embalagens.

4) Dar trabalho ao vendedor.
O vendedor vai te atender bem não importa se ou o que você compra. Ele, afinal, recebe para isso. Então, realmente não há necessidade de pedir para abrir mil caixas, olhar no depósito ou tirar meia arara do lugar só para experimentar SE VOCÊ NÃO TEM INTENÇÃO DE LEVAR.
Olhar é gratuito, abuse disso. Só não abuse do vendedor que COMO VOCÊ é humano e se usasse o tempo dele atendendo outra pessoa poderia lucrar com uma comissão que você não vai dar.

5) Pedir opinião pessoal do vendedor não é uma boa ideia.
Algumas pessoas não se dão conta de que o vendedor quer concluir a venda, não importando que você pareça uma múmia com a blusa de gola rolê da coleção de dois anos atrás.
Se você não crê no seu próprio julgamento para comprar roupas, chame uma amiga ou parente para ajudar nisso. Contudo, não esqueça que a maior verdade vem do espelho (ele é o único que não mente).

6) Roupas do seu tamanho.
Caso veja que a roupa que quer experimentar não foi fabricada no seu tamanho faça encomenda (em lojas que prestam este tipo de serviço) ou pegue de outro modelo que o tenha, mas não queira colocar o Amazonas dentro do Espírito Santo.
De novo, roupas avariadas podem ser descontadas do salário do vendedor que pode, às vezes, não ter como explicar a sua falta de senso para tamanho.

7) Pechinchar.
Existe pessoa que não se sente bem se não recebe desconto numa compra. Em alguns lugares isso é cultural. Porém, se não for o caso, não peça desconto de algo que já está em liquidação e/ou bem abaixo do preço de mercado. Fica feio para você (demonstração de consumismo fútil e avareza) e, mais uma vez, usa o tempo do vendedor que poderia atender outro cliente.

8) Troca de mercadoria.
Se a loja oferece a opção de troca não se esqueça de observar os prazos e condições. Se não trabalha com este tipo de serviço, não seja grosseiro e exija como se fosse um direito, pois não é.
O art. 26 do Código de Defesa do Consumidor considera obrigatórias trocas em caso de defeito de fabricação. Então, se você não gostou da cor, do caimento ou porque a vizinha disse que você parece uma tarântula esquizofrênica naquela roupa, sinto muito. Doe, dê de presente, enfim, arranje uma destinação para ela, mas não discuta com os vendedores sobre algo que não está na alçada deles (e sequer tem proteção legal).

Sobre o caso das compras pela internet: 7 dias a contar do recebimento (observe a data antes de assinar) te garantem o direito de trocar, não importa o motivo.

9) Os vendedores são seres humanos.
Vale lembrar que seres humanos merecem tratamento respeitoso. Trate o próximo como gostaria de ser tratado. Não é porque o salário deles depende da sua compra que isso te dá direito a humilhar a pessoa.

10) Se a loja estiver cheia e forem poucos os funcionários: volte mais tarde.
Em época de festas de fim de ano isso costuma ocorrer mesmo com a contratação dos funcionários temporários.
Se quiser duas dicas em uma: antecipe-se nas compras para evitar o tumulto ou volte depois dele.
Disputar atenção de vendedor pode resultar num atendimento que não necessariamente reflete o “quadro normal” do estabelecimento, sem falar que vai te sugar um tempo que – sejamos sinceros – ninguém tem para rifar.

Medite sobre estas ideias antes de entrar numa loja, seja mais humano e lembre que a beleza do capitalismo é que existem dezenas de lojas do mesmo ramo em cada cidade (além das inúmeras opções que a internet disponibiliza)!

Sereia

Sabia que não deveria ter subido tão alto, já que tinha medo de altura. Sabia que não deveria ter avançado tanto por um galho tão fino. A percepção desses fatos, bem como de não saber nadar e que não havia ninguém de companhia que pudesse lhe prestar socorro, foram os últimos pensamentos que precederam à inconsciência.
Acordou de um pulo, sendo contido pela gentil moça vestida de branco e calçados sem salto. Ela assegurou que o médico iria dentro de pouco tempo explicar como ao tentar pegar uma dessas flores que nascem no Grande Lago quase virou Narciso. Na verdade, a explicação concisa da enfermeira foi o suficiente pra que ele entendesse que quase se afogara por uma coisa à toa, o que permitiu que devaneasse a respeito de como fora resgatado, já que desde o acidente há dois anos nas margens do lago, ninguém – além dele – da cidade se atrevia a pôr os pés lá.
Realmente, após questionar toda a equipe médica e aos próprios pais, percebeu que ninguém creditava o seu salvamento a algo mais que a Providência. Contudo, ele consegiu com grave esforço – posto não estar completamente recuperado – distinguir no meio daqueles confusos pensamentos que permearam seu cérebro à medida que a água fazia o mesmo pelos seus pulmões, lembrar de uma figura estranha de longos cabelos avermelhados e olhos perolados nadando ao seu encontro.
Ele, pouco crente em divindades, no ápice dos seus 12 anos resolveu acreditar em sereias. Ao revelar tal conclusão foi submetido a mais uma longa série de exames e quanto mais se firmava na ideia da sua sereia salva-vidas, mais recebia olhares pesarosos. Assim, diante de um psicólogo com óculos cuja armação parecia querer estrangular o espaço entre as orelhas do médico, ele preferiu mentir e toda a história não passou de um leve estresse decorrente do trauma sofrido.
Passado algum tempo virara piada entre os guris da vizinhança e pouco a pouco foi perdendo os poucos amigos de pique que tinha.
Resignou-se, por isso, a guardar para si tudo relativo ao acidente que quase lhe tirara a vida na infância, apesar de ter-se formado biólogo marinho renomado por conta dessa pequena e inafastável inspiração (algo que jamais confessaria).
Certo dia, esperando pelo metrô, esquecido de carregar o celular, se dispôs a observar os passantes. Acima do subsolo chovia torrencialmente e no meio de uma multidão de capas de chuva que descia as escadas, seu olhar melancólico deu de encontro com o de uma moça ruiva com corte à channel e olhos perolados que jamais esqueceu.

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Poesia: Ouvir estrelas – Olavo Bilac

“Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!” E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto…

E conversamos toda a noite, enquanto
A via-láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.

Direis agora: “Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?”

E eu vos direi: “Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas.”

(Poesias, Via-Láctea, 1888.)