O que não fazer: loja de roupas

Parece que algumas pessoas realmente pularam a fila na hora de receber sensatez, então ficam algumas dicas do que fazer (ou não fazer) em certas ocasiões, lugares, etc.. Lembrando que não se trata de um manual, mas dicas consideráveis e práticas a serem – Pelamor de Zeus! – implementadas no cotidiano.
Para iniciar: O que não fazer em uma loja de roupas.

1) Não leve crianças.
Caso seja uma loja de roupas para adultos, por favor, não leve crianças. Crianças ficam entediadas com facilidade e possuem uma imaginação muito fértil sobre como usar cabides em guerrinhas ou, por pura manha, podem jogar no chão e/ou pisotear roupas.
Caso a loja não conte com um playground ou coisa do gênero, não faça dos vendedores babás por ocasião. Aquilo é o trabalho deles; caso seja preciso eles vão chamar a atenção dos seus filhos, pois avarias nas peças podem ser descontadas dos seus salários.
Evidente que isso não se aplica se seus filhos entenderem como podem se comportar num ambiente assim. (O que, sinto em informar, acontece em raros casos. “Quem pariu Mateus que o embale.”)

2) Não dê desculpas furadas.
Ninguém é obrigado a comprar qualquer coisa ao entrar em uma loja, então, se poupe (e ao vendedor) de desculpas inventadas de última hora como, por exemplo:
“Não vou levar porque vocês não têm papel de presente.”
“Se esta blusa fosse 2 cm mais comprida/curta, levaria 5 delas.”

3) O papel de presente sai do seu bolso.
A maioria das lojas conta com serviço de embalar para presente. O custo deste “bônus” pode vir de duas maneiras: explícito (caso em que cobram à parte do valor total da compra o da embalagem para presente) ou implícita (embutido no valor das roupas expostas).
É isso aí: não existe opção em que o papel de presente saia “de graça”. Feliz ou infelizmente, tudo na vida tem um preço. Logo, se a loja (geralmente com produtos mais baratos) não oferece este serviço, seja compreensivo(a) e vá a uma papelaria. Até porque existem centenas de tipos diferentes de embalagens.

4) Dar trabalho ao vendedor.
O vendedor vai te atender bem não importa se ou o que você compra. Ele, afinal, recebe para isso. Então, realmente não há necessidade de pedir para abrir mil caixas, olhar no depósito ou tirar meia arara do lugar só para experimentar SE VOCÊ NÃO TEM INTENÇÃO DE LEVAR.
Olhar é gratuito, abuse disso. Só não abuse do vendedor que COMO VOCÊ é humano e se usasse o tempo dele atendendo outra pessoa poderia lucrar com uma comissão que você não vai dar.

5) Pedir opinião pessoal do vendedor não é uma boa ideia.
Algumas pessoas não se dão conta de que o vendedor quer concluir a venda, não importando que você pareça uma múmia com a blusa de gola rolê da coleção de dois anos atrás.
Se você não crê no seu próprio julgamento para comprar roupas, chame uma amiga ou parente para ajudar nisso. Contudo, não esqueça que a maior verdade vem do espelho (ele é o único que não mente).

6) Roupas do seu tamanho.
Caso veja que a roupa que quer experimentar não foi fabricada no seu tamanho faça encomenda (em lojas que prestam este tipo de serviço) ou pegue de outro modelo que o tenha, mas não queira colocar o Amazonas dentro do Espírito Santo.
De novo, roupas avariadas podem ser descontadas do salário do vendedor que pode, às vezes, não ter como explicar a sua falta de senso para tamanho.

7) Pechinchar.
Existe pessoa que não se sente bem se não recebe desconto numa compra. Em alguns lugares isso é cultural. Porém, se não for o caso, não peça desconto de algo que já está em liquidação e/ou bem abaixo do preço de mercado. Fica feio para você (demonstração de consumismo fútil e avareza) e, mais uma vez, usa o tempo do vendedor que poderia atender outro cliente.

8) Troca de mercadoria.
Se a loja oferece a opção de troca não se esqueça de observar os prazos e condições. Se não trabalha com este tipo de serviço, não seja grosseiro e exija como se fosse um direito, pois não é.
O art. 26 do Código de Defesa do Consumidor considera obrigatórias trocas em caso de defeito de fabricação. Então, se você não gostou da cor, do caimento ou porque a vizinha disse que você parece uma tarântula esquizofrênica naquela roupa, sinto muito. Doe, dê de presente, enfim, arranje uma destinação para ela, mas não discuta com os vendedores sobre algo que não está na alçada deles (e sequer tem proteção legal).

Sobre o caso das compras pela internet: 7 dias a contar do recebimento (observe a data antes de assinar) te garantem o direito de trocar, não importa o motivo.

9) Os vendedores são seres humanos.
Vale lembrar que seres humanos merecem tratamento respeitoso. Trate o próximo como gostaria de ser tratado. Não é porque o salário deles depende da sua compra que isso te dá direito a humilhar a pessoa.

10) Se a loja estiver cheia e forem poucos os funcionários: volte mais tarde.
Em época de festas de fim de ano isso costuma ocorrer mesmo com a contratação dos funcionários temporários.
Se quiser duas dicas em uma: antecipe-se nas compras para evitar o tumulto ou volte depois dele.
Disputar atenção de vendedor pode resultar num atendimento que não necessariamente reflete o “quadro normal” do estabelecimento, sem falar que vai te sugar um tempo que – sejamos sinceros – ninguém tem para rifar.

Medite sobre estas ideias antes de entrar numa loja, seja mais humano e lembre que a beleza do capitalismo é que existem dezenas de lojas do mesmo ramo em cada cidade (além das inúmeras opções que a internet disponibiliza)!

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