O fim

E, se o fim é apenas o começo, fecho este capítulo devastadoramente público (ainda que tão intimista) e me isolo no mundinho do caderno pautado.

Foi bom ser Ismália.

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Quote notável #17

“Eu não acredito em mudanças porque um novo mês chegou. Não é porque Maio, Setembro ou Dezembro chegou que eu deva retentar ser feliz. Também não acredito que aniversário, Ano Novo, Natal ou Carnaval possam mudar meus conceitos sobre vida e meus sentimentos. Não irá me mudar em nada, porque datas são apenas datas, não há mágica! Eu vivo sem contar dias. Eu não pulo Carnaval. Eu não espero Papai Noel. Eu não faço aniversário. Eu não mudo de ano. Eu me refaço em dias comuns.”
—  Andressa do Amaral

Poesia: Espelho – Sylvia Plath

Sou prata e exato. Eu não prejulgo.

O que vejo engulo de imediato
Tal qual é, sem me embaçar de amor ou desgosto.
Não sou cruel, tão somente veraz —
O olho de um deusinho, de quatro cantos.
O tempo todo reflito sobre a parede em frente.
É rosa, com manchas. Fitei-a tanto
Que a sinto parte de meu coração. Mas vacila.
Faces e escuridão insistem em nos separar.

Agora sou um lago. Uma mulher se inclina para mim,
Buscando em domínios meus o que realmente é.
Mas logo se volta para aqueles farsantes, o lustre e a lua.
Vejo suas costas e as reflito fielmente.
Ela me paga em choro e agitação de mãos.
Sou importante para ela. Ela vai e vem.
A cada manhã sua face reveza com a escuridão.
Em mim afogou uma menina, e em mim uma velha
Salta sobre ela dia após dia como um peixe horrendo.

(tradução de Vinicius Dantas)