Condessa

As coisas andam tão complicadas nos últimos tempos que me sinto como uma prisioneira em If.

A diferença é que o Dantés conseguiu fugir. E se vingou sendo um filantropo anônimo.

Cadê a ilha do tesouro quando a gente precisa dela?

 

Intimidade indesejada

Posso falar com ciência sobre o tema casas porque já habitei 14 delas nestes 26 anos de vida. Já morei em 3 estados diferentes da federação e entendo mais do que gostaria sobre mudança. Em algumas fiquei mais tempo que em outras; algumas fazem parte de doces memórias afetivas. Este post é sobre a décima quarta.

É um sobrado meigo, murado, relativamente afastado, mas tem outros dois prédios gêmeos ligados a ele. E as paredes são finas demais.

Qual o problema? Sei coisas demais sobre meus vizinhos. Algumas destas informações são íntimas demais até pra quem divide a cama, quiçá entre vizinhos!

E, se eu ouço contra a minha vontade, não quero sequer imaginar o resultado pra quem tenta.

Resenhei: Heist Society (Ally Carter) – Parte 2

13580928

“Parte 2” porque já falei da série aqui no blog, mas a resenha é sobre o terceiro livro: Perfect Scounderls.

Neste livro Ally Carter revela que não marca bobeira e sabe dar um ar mais profundo e sombrio aos seus personagens.

Sinopse: A empresa e a família de Hale têm uma grande perda: a matrona Hazel falece e supostamente deixa tudo para o neto sob representação do advogado, Garret, até a maioridade do rapaz. Ocorre que uma antiga amiga e empregada da mulher sabe que o testamento não era bem assim e contrata Kitty Kat para encontrar o verdadeiro documento e fazer valer a última vontade de Hazel.

Sendo sincera, o que me atraiu na saga foi a leveza – que aqui se perdeu -, daí minha ligeira decepção. Ok, exagero. As coisas não ficaram assim tão dramáticas, porém não houve nada tão grandioso. Esperei um grande golpe, mas o plano foi precocemente desmascarado e a parte mais relevante foi meio previsível (o final). A figura que poderia ter um maior impacto na trama (Nat) foi pouco valorizada.
Pensando bem, caso o livro fosse um pouco mais extenso, estes pontos talvez tivessem sido melhor desenvolvidos. A ideia geral foi que esta história foi pautada num enredo mais maduro, entretanto deveras condensado.
Senti a injustiça do universo ao ler tudinho e ainda não saber o nome do Hale.
Então, resumindo, 2 estrelas no Skoob. Contudo, mantenho meu desejo de que isso vire série de tv. Curtirei horrores!

Manjo de biogenética

Não entendo a razão da demora dos cientistas em descobrir o modo de fabricar sinteticamemte a vida humana.

Questões morais à parte, basta unir a necessidade de afirmar o óbvio (o que Douglas Adams já disse há éons) com uma presunção descomunal. Pronto! Vida humana de proveta e 100% sintética.

Uma ode às Barbies.

Meio alien

Estou lendo uma saga literária que envolve incríveis alienígenas e bizarras conspirações governamentais e me pego imaginando que seria bom se fosse verdade.

Não falo do terror constante ou das ameaças implícitas a este tipo de enredo, mas faria bastante sentido se algumas das pessoas que conheço fossem aliens.

Vai ver eu é que sou de outro planeta (e, neste caso, S.O.S., irmãos).

Interpretação

A despeito do que possa parecer, quando era criança eu não gostava das aulas de Língua Portuguesa ou qualquer atividade envolvendo interpretação de texto.

Era uma tarefa inútil ler os textos. Eu já sabia que não iria tirar nada maior que 8/10 na avaliação final. Isto era aterrador.

Ainda hoje não sei o que provocava aquilo, já que na hora que a professora entregava a chave de respostas eu percebia claramente que tinha errado feio e sem chance de recorrer. Eu entendia e concordava que o gabarito tinha as respostas certas, porém quando o cenário era composto só por mim e a bendita da folha em branco, eu escrevia sempre algo diferente da maioria.

A solução para o meu problema foi simples: estudar. Meus pais sempre foram muito preocupados com a minha educação e não mediam esforços neste sentido. Livros de apoio, aulas particulares, enfim, treinei meu cérebro a pensar de acordo com o senso comum. Consegui, inclusive, notas acima do famigerado 8.

Hoje, penso que talvez tenha treinado bem demais a cabeça para pensar da forma padrão. Fiz aniversários, mas acho que esqueci de crescer. Continuo ouvindo outras tantas vozes diferentes do que o senso comum insiste em apreender de cada palavra escrita que fico com uma sensação inexplicável de inconformidade.

Eu vesti o espartilho. Respeito e admiro as formas que ele proporciona. Contudo, acho que sempre vou preferir uma camiseta levinha e sem nada por baixo.