Resenhei: Heist Society (Ally Carter) – Parte 2

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“Parte 2” porque já falei da série aqui no blog, mas a resenha é sobre o terceiro livro: Perfect Scounderls.

Neste livro Ally Carter revela que não marca bobeira e sabe dar um ar mais profundo e sombrio aos seus personagens.

Sinopse: A empresa e a família de Hale têm uma grande perda: a matrona Hazel falece e supostamente deixa tudo para o neto sob representação do advogado, Garret, até a maioridade do rapaz. Ocorre que uma antiga amiga e empregada da mulher sabe que o testamento não era bem assim e contrata Kitty Kat para encontrar o verdadeiro documento e fazer valer a última vontade de Hazel.

Sendo sincera, o que me atraiu na saga foi a leveza – que aqui se perdeu -, daí minha ligeira decepção. Ok, exagero. As coisas não ficaram assim tão dramáticas, porém não houve nada tão grandioso. Esperei um grande golpe, mas o plano foi precocemente desmascarado e a parte mais relevante foi meio previsível (o final). A figura que poderia ter um maior impacto na trama (Nat) foi pouco valorizada.
Pensando bem, caso o livro fosse um pouco mais extenso, estes pontos talvez tivessem sido melhor desenvolvidos. A ideia geral foi que esta história foi pautada num enredo mais maduro, entretanto deveras condensado.
Senti a injustiça do universo ao ler tudinho e ainda não saber o nome do Hale.
Então, resumindo, 2 estrelas no Skoob. Contudo, mantenho meu desejo de que isso vire série de tv. Curtirei horrores!

Mulher Maravilha

“A garota dinamarquesa” que dá nome à obra não é Lili, mas Greta. A história não é sobre uma das primeiras pessoas a fazer a cirurgia de transgenitalização, mas da mulher que teve de aprender a ser parceira daquela.
Conheci primeiro o filme e depois o livro. Na verdade, não cheguei a ver o longa, apenas vi críticas a respeito dele e isto fez a minha curiosidade saltar o muro. Busquei o ebook e logo topei com ele na capa com o pôster lindíssimo, diga-se de passagem.

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Acho que março vai ser o mês dos limites. Li “50 shades” (limites sexuais) e agora esta história que romanceia fatos reais (o que intensifica tudo), como o próprio autor afirma.
Limites, porque é aí que esbarra a fidelidade de Greta (e, num nível mediato, a sua própria felicidade). A primeira parte da narrativa é pura dor. A mulher vê o marido desabrochar em roupas e modos femininos e se questiona em vários momentos sobre qual o seu papel e como desempenhá-lo. Nunca deixa de prestar seu apoio irrestrito como se Einar fosse, na verdade, um filho, sua cria, sua responsabilidade, não seu marido. (Aviltante ver uns e outros falando que ela apoiou a afirmação de Lili como meio de pintar e vender seus quadros, porque, pelamor!)
Esta garota dinamarquesa é uma mulher maravilha, a meu ver. Diana, entregue o elmo! Imagino a confusão interna que a verdadeira Greta (Gerda Wegener) deve ter enfrentado. Não em relação à sociedade, já que pouco se importava com ela. Contudo, ao pôr a cabeça no travesseiro que receios não devem tê-la tomado!
Saída de uma viuvez infeliz e traumática quanta insegurança não deve ter sentido ao ajudar o marido a libertar-se de si mesmo e tornar-se mulher!
E, mesmo sem pedir ajuda, mas em evidente sinal de desespero, viu-se sob o apoio constante do irmão Carlisle.
Preciso dizer que amo Carlisle (e não só por lembrar o seu homônimo vampiro), porém certamente por todo seu altruísmo e boa vontade! Um jovem de espírito tão empático quanto o da irmã, sem dúvidas.
É interessante ver como diferentes médicos deram diferentes diagnósticos sobre o que se passava com Einar numa época em que não existia o vocábulo “transexual”. E, neste ponto, eu gostaria de ler o diário original de Wegener para sentir a medida exata em que flutuava a sua melancolia. É evidente que até encontrar o Dr. Bolk (também nome fictício) ele sofria de depressão, contudo, parecia – o livro dá a impressão de – acreditar que Lili era, no fundo, um mal-estar que algum dia passaria se ele não arremetesse muita atenção. (A despeito de toda a liberdade que sentia ao colocar o colar em torno do pescoço frágil e as luvas protegendo os dedos pálidos.) O próprio Einar teve de aprender a aceitar Lili como alguém, não algo.

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Lili era linda.

Ficção

Talvez os dois pontos que mais me irritem sobre o livro (do qual não tenho nada, nada a reclamar) sejam: a falta de contextualização histórica e o final tosco.
Para quem, como eu, primeiro leu o livro e depois procurou a respeito de Lili Elbe, é desorientador saber que a vida dela – na época – foi noticiada na mídia internacional e não intimista como o autor resolveu contar. Jurava que além dos médicos, Greta, Hans, Henrik, Anna e Carlisle, ninguém mais sabia sobre o sofrimento de Einar e o nascimento e afirmação de Lili. Que engano!
O final é poético e comovente, mas deixa a imaginação vagar pro lado mais sonhador. Eu quase achei que a última cirurgia tinha dado certo até procurar no Google e perceber que aquilo a matou.

Enfim…

… só posso dar nota 4 em 5, de tão perfeito.

Cinquenta tons de sono

Estava pensando que esta ideia de fazer resenhas de livros é overrated. A maioria das pessoas não lê porque já conhece o livro ou por não querer spoilar, se não conhece. Logo, desnecessárias.
Muito melhor falar das minhas impressões, o que senti e coisas relacionadas. Inclusive, implementa um caráter a mais de personalidade aos relatos.
Não que isto me impeça de fazer resenhas tradicionais num sábado qualquer, afinal, o blog é meu.

Para não dizer que enganei qualquer pessoa, já deixo o disclaimer: não é bacana assistir alguém criticando duramente algo de que gostamos, daí surgem duas opções, quais sejam: a) ignorar e seguir com a vida; b) ouvir e aceitar ou não e seguir com a vida. (Sou partidária da segunda opção, mas cada um no seu quadrado, né.) Então, pense nisto antes de despejar ódio contra mim ❤

Como não sou dada a acompanhar a moda literária, na época do début de “50 shades” pouco me interessei em tomar conhecimento específico sobre ele. Não era uma boa época na minha vida, pra ser sincera.
Dia destes não tinha nada melhor pra fazer e estava passando a famigerada adaptação na tv. Não joguei a oportunidade fora.
Foram duas horas bem desperdiçadas. Gastei minutos que não voltam mais!
Resumindo o enredo em uma frase: muito cu doce pra pouca cena BDSM. (Aliás, pra filme erótico teve bem pouca cena de sexo.) Consigo entender porque a comunidade que aprecia este tipo de prática se ofendeu com a alusão mesquinha à realidade. Até eu me irritei, caramba! As regras de segurança são totalmente ignoradas, ou seja, não passava de um cara batendo numa mulher. Isto me leva pensar que se o tal Christian Grey não fosse rico as mulheres do mundo todo provavelmente não teriam se apaixonado por ele.
Imagine a cena: homem pobre batendo numa mulher e usando palavras fortes. No mínimo, as Ong’s que protegem os direitos das mulheres teriam se manifestado.
Assim é que atingi altos níveis de ira com a produção até que resolvi baixar a cabeça e analisar sem pré-conceito. Admito, é um filminho “okay” pra se passar umas horas. Tem uma trilha sonora bacana, inclusive.
E veio a ideia, afinal: ler o livro pra comparar. (Mostrem-me uma adaptação que foi fiel a um livro e assino um cheque nominal com quatro dígitos. O livro tem que ser melhor – pela lógica.) Até porque, se censuraram a capa nas vitrines de algumas livrarias, é de se esperar que tivesse ~alguma coisa~ pesada nas entranhas da história.
Queria ver o que causava tanto frisson.
Queria ver coisas tão tortuosas que me fizessem corar e fechar o livro.
Queria obscenidades!!! (E palavrões mal colocados não fazem as vezes de uma real “dirty-talk”, se posso comentar.)
Ah, meu terrível engano.
Como já tinha visto o primeiro filme, resolvi ler o segundo livro. Não sou de fazer isto, mas como estava lendo por curiosidade mórbida, não fiquei com a consciência pesada.
Para minha infelicidade, Christian não poderia ser um cara mais romântico; Anastasia não poderia ser mais indecisa e fresca; os demais personagens são parcamente explorados.
Entendo que para quem está acostumado a Nicholas Sparks seja um choque imaginar que práticas sadomasoquistas sejam capazes de fornecer tanto prazer. Contudo, isto (o choque) seria possível se o livro tivesse sido publicado há mais de 15, 20 anos. Hoje em dia não é obtuso, e certamente não é vanguardista usar algemas e outros brinquedos sexuais.
Aliás, sex shop é um ramo respeitável de mercado que move uma quantia significativa por ano.
Sinceramente, não vi nada de mais no jeito que o Sr. Grey encontra prazer e poderiam editar as partes em que a Ana discute consigo mesma sobre “não ser suficiente” – Jesus, é drama demais pra uma pessoa só.
No mais, posso dizer que já li livros mais “picantes”. E digo isto sem querer fazer pose aqui.

Spoiler a seguir

A parte que talvez pudesse salvar o enredo – o Complexo de Édipo – recebe pouco espaço e atenção. Para um leitor desavisado parece uma tolice exagerada. Quando, na verdade, a patologia clínica é esta, não a parte com uso de chicotes de forma consensual entre adultos capazes.
E mesmo assim o tom da história não mudaria muito, eu creio. Kafka à beira-mar foi decepcionante neste ponto, por exemplo.

Tão blasé quanto qualquer best-seller romântico

Ai, meus deuses do Olimpo! Tem até pedido de casamento totalmente tradicional. Com flores. Com bênção dos pais.
E é aqui que eu sacramento minha falta de vontade de discutir esta saga pseudo-erótica.

Lembro do meu professor de filosofia na faculdade que dizia que pessoas com problemas têm dificuldade até na hora de criar suas fantasias. O livro alcança seu propósito recreativo aí, talvez. Apesar de toda a falta de referência na realidade, serve de base pra casais sem imaginação que queiram cores além do bege na relação.

Veredicto

Nota: 1/5 (todo livro já publicado merece ao menos isto).
E, porra, E. L. James deve estar podre de rica agora!

Resenhei: Heist Society (Ally Carter)

Se pudesse descrever estes dois livros em uma palavra, seria: surpreendentes.
E ainda assim dou 3 estrelas no Skoob; sem favoritar (dispenso uma releitura).
Levando em conta que avaliar um livro depende muito da minha rotina e de quais foram os predecessores do gênero, digo que encontrei felizes surpresas nesta história. Daí o “surpreendentes”.
Venho de uma maré de personagens principais altamente apáticos: Quatro/John (Legados de Lorien), Clary (Instrumentos Mortais) e Kylie (Acampamento Shadow Falls). Então, me desculpe se o vigor, a inteligência e a sagacidade de Kat me levaram a rir e torcer em favor da pequena ladra. Tá aí: me julguem!
Inclusive, este é o tipo de livro que te leva a torcer pelos vilões.
Sinopse: Kat faz parte de uma família de ladrões e quando seu pai é acusado de roubar a coleção de arte de um criminoso, ela reúne alguns amigos para roubar os quadros de onde eles realmente estão.
Tem comédia, tem conflito psicológico, enfim, prende a sua atenção. É pra se ler em uma sentada num domingo qualquer.
Além da garotinha de cabelos curtos, também chamam atenção seu melhor amigo/ quase namorado Hale e a prima de rostinho bonito e talento notório, Gabrielle (que me lembra horrores da Izzy de “Os Instrumentos Mortais”, oh, god!).
Voltando às comparações, ainda afirmo que a leveza de Ally Carter lembra em muito o estilo da minha amada e venerada Meg Cabot. Arrisco dizer que se tivesse lido “Ladrões de elite” imediatamente após conhecer Suze Simon, diria que aquela é uma cópia barata desta obra.
(Por isso não reclamo quando fico com ressaca literária: timing é tudo.)
Apesar do exposto: recomendo este infanto-juvenil passável. (Que daria uma ótima série, ok, Hollywood?)
(Última confissão: se encontrar o terceiro livro: leio no ato!)

Resenhei: A Probabilidade Estatística do Amor À Primeira Vista – Jennifer Smith

Sinopse

Dentro do gênero Y.A., A probabilidade estatística do amor à primeira vista é uma história romântica baseada na premissa de que que quatro minutos podem mudar a vida de alguém. Neste caso, o alguém é Hadley.
Presa no aeroporto em Nova York, esperando outro voo depois de perder o seu – a caminho do casamento do pai com a nova esposa do outro lado do oceano -, ela conhece Oliver, um garoto altamente “Augustiniado” (v. ACEDE). Enquanto conversam sobre tudo, eles provam que o tempo é, sim, muito relativo.

Link da sinopse do Skoob: https://www.skoob.com.br/livro/275708ED309192-a-probabilidade-estatistica-do-amor-pr

Se você gosta do estilo “busca do Grande Talvez” que permeia as obras de John Green, também irá se apaixonar por este aqui. Na verdade, um dos personagens principais, o Oliver é altamente inspirado no Gus de “A culpa é das estrelas”, o que acho desnecessário (afinal, existem garotos bonitos e legais que não vêem ressonâncias metafóricas em tudo), mas a ideia funciona.
Não é um livro pra filosofar muito. Você lê numa sentada. É leve, engraçado, causa suspiros e atinge o objetivo. Bem comercial.
Aliás, aproveitando as promoções de fim de ano e brincadeiras de presentear os amigos, indico como presente. É curtinho e tem uma linguagem acessível a pessoas de todas as idades que gostam de um romance água com açúcar.

Passagem mais marcante (na verdade é citação de um livro muito comentado dentro do enredo principal):

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Nota: 9/10 + fav ❤

Resenhei: Feios – Scott Westerfeld

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Aviso: esta resenha inevitavelmente contém spoilers.

Feios

Imagine que o sonho de toda adolescente da cultura plástica se tornou realidade e, num mundo distópico (ou num cenário pós-apocalíptico, se quiser ser das antigas), todos ganham uma transformação de visual aos 16 anos. Não estou falando só de um guarda-roupa novo, note. Basicamente, é disto que se trata o livro na primeira parte.
Tally Youngblood fica 24/7 observando “Nova Perfeição”, o lado da cidade onde os “perfeitos” (como as pessoas são chamadas depois da operação) vivem. Sendo ela uma “feia” (pessoas antes da operação), ao completar 16 anos, será agraciada com a sonhada operação e reencontrará seus amigos mais velhos e será borbulhantemente* feliz para sempre. Só que não.
Alguns meses antes do seu sonho se tornar realidade, Tally faz amizade com uma guria muito loucona das ideias chamada Shay (Shay-la para os íntimos, por favor!). Shay gosta de ser feia. Shay acredita que os feios possuem uma beleza especial à sua própria maneira. Shay não quer fazer a operação, não quer mudar de onde vive. Shay não quer ser perfeita.
Shay quer fugir.
E levar Tally junto.
E, aí, meu amigo: fodeu tudo!
Assim, começa a aventura de verdade: acontece que esse pensamento da menina rebelde não é muito popular, mas encontra adeptos chamados “Enfumaçados”, um grupo de resistência ao poder dominante que, vivendo no meio da selva, usando meios sustentáveis de sobrevivência e quase sem nenhuma tecnologia, gosta da sua vida não-perfeita.

Parênteses: preciso explicitar o quanto essa analogia toda me arrepia os pelinhos da nuca? Cara, não conheço esse Sr. Scott, mas se um dia pudesse ter a honra pra tanto, apertaria a mão do sujeito. A “normalidade” tem o seu próprio encanto e é esta a crítica principal que o livro traz de forma patente.

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Enfim, a Shay se vai e, pensando ter uma informante na Tally – que ficou pra trás -, um grupo de agentes secretos governamentais a faz de espiã e promete por recompensa a transformação desejada se se infiltrar e denunciar onde fica a sede da Fumaça.
A jornada é longa e difícil, mas Tally parece perfeita para a missão (oh, a ironia). A garota-feia-triste encontra outros feios-felizes e descobre que a vida é muito mais borbulhante se você – olha só – não for tão borbulhante.
Sendo borbulhante na própria pele não-perfeita, ela se apaixona, faz amigos e uma descoberta surpreendente sobre a operação: os cérebros das pessoas são modificados. Uma coisa é ganhar um rostinho bonito, outra é ter seus pensamentos e desejos manipulados sob a desculpa furada de que todos sendo tão “avoados” e “iguais”, não há injustiça e guerras no mundo, por conta da ausência literal de diferenças. Desiste de trair a galera, então. Pobre menina feia que só queria uma vida tranquila!
Ocorre que os Especiais (os malvadões) descobrem a localização do bando e põem tudo a perder. Destroem a Fumaça, matam um de seus fundadores, prendem o pessoal e arrasam com o trabalho de anos de oposição.
Tally foge se aproveitando do velho acordo com os Especiais e junto de David (sua nova paixonite e filho dos fundadores do grupo rebelde) salva a galera. O problema é que sua amiga Shay foi transformada em perfeita e se recusa a tomar a cura, então Tally voluntariamente se oferece pra se tornar uma tolinha perfeita pra que mediante uma autorização consciente, a cura seja testada e aplicada no resto da… bem, população mundial de perfeitos.

Vi vários comentários, especialmente no Skoob, descendo a lenha neste volume, coisa da qual discordo. Achei bem desenvolvida a história, apesar e perder um tempo desnecessário repetindo certas partes como se fossem um mantra. De resto, uma boa distopia pra passar o tempo.

Nota: 9/10

Link da sinopse do Skoob: http://www.skoob.com.br/livro/58806-feios

Perfeitos

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Na sequência, após o corajoso e altruísta gesto, Tally é uma perfeita como todos os perfeitos: borbulhante, nada falsa e aterradoramente VAZIA! Sua maior preocupação, como a mesma confessa na primeira página, é escolher uma roupa para um evento semi formal. Vomitou? Eu estou nauseada até agora (socorro!).
Com as memórias do tempo vivido na Fumaça meio embaralhadas, ela tem novos amigos e é super, super popular. Uma visita de um feio a faz começar a lembrar e questionar a vida oca que leva. Assim, Tally e sua nova paixonite (Zane-la, gatchenho meigo) buscam uma forma de fugir da cidade e pegar a cura com a Dra. Maddy na “Nova Fumaça” até serem capturados.
Achei meio paradão, sério. Não gostei do Zane ter tomado o lugar do David, apesar de gostar muito daquele (ele tem força de vontade e uma sagacidade nata).
Frase mais marcante: “O céu estava caindo.” (Uma alusão à ruptura do ranking de gelo que foi destruído numa brincadeira tipicamente feia, porém com consequências fundamentais para chamar a atenção dos novos enfumaçados e do mundo que perfeitos podem pensar fora da sua bolha de perfeição, basta querer (e a cura). “O poder dominante estava caindo.”)

Nota: 8/10

Link da sinopse do Skoob: http://www.skoob.com.br/livro/101622ED112593-perfeitos

Especiais

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Sinopse do Skoob (porque não me dei ao trabalho de digitar palavras para este encerramento vexaminoso)

Circunstâncias especiais. As palavras dão arrepios a Tally desde seus dias como uma repugnante e revoltada Feia. Naquela época, especiais eram um boato sinistro – assustadoramente bonitos, perigosamente fortes, chocantemente rápidos. Perfeitos comuns podem viver uma vida inteira sem conhecer um especial. Mas Tally nunca foi comum. E agora ela se tornou um deles: uma super máquina de combate, construída para manter os feios humilhados e os perfeitos idiotas. A força, a velocidade, e a clareza e foco de seus pensamentos é a melhor coisa que Tally consegue lembrar. Na maior parte do tempo. Uma pequena parte do seu coração ainda se lembra de algo mais. Mesmo assim, é fácil ignorar isso – até Tally oferecer-se a acabar permanentemente com os rebeldes de New Smoke. Tudo se resume a uma escolha: escutar seu coração ou realizar a missão para que foi programada. De qualquer jeito, o mundo de Tally nunca mais será o mesmo.

Link: http://www.skoob.com.br/livro/101625ED112592-especiais

O Zane virou poeira, o David mal aparece, a Tally é uma subordinada/manipulada/blergh. Meu livro veio faltando parte, só pode: não encontrei em lugar nenhum a razão da Tally-wa ter virado especial (só uma culpa latente por parte da Shay). Para estragar o sundae: no fim, Tally e David se tornam uma espécie de Greenpeace armado e violento.
Só li por querer muito saber o final, mas em várias partes quase desisti. Simplesmente não valeu meu tempo.

Nota: 1/10 (sou contra dar nota zero para qualquer livro publicado)

Obs.: essa gíria “borbulhante” me deu no saco em determinada parte da série. Tô saturada.

Resenhei: A lista negra – Jennifer Brown

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Sinopse do Skoob

E se você desejasse a morte de uma pessoa e isso acontecesse? E se o assassino fosse alguém que você ama? O namorado de Valerie Leftman, Nick Levil, abriu fogo contra vários alunos na cantina da escola em que estudavam. Atingida ao tentar detê-lo, Valerie também acaba salvando a vida de uma colega que a maltratava, mas é responsabilizada pela tragédia por causa da lista que ajudou a criar. A lista com o nome dos estudantes que praticavam bullying contra os dois. A lista que ele usou para escolher seus alvos. Agora, ainda se recuperando do ferimento e do trauma, Val é forçada a enfrentar uma dura realidade ao voltar para a escola para terminar o Ensino Médio. Assombrada pela lembrança do namorado, que ainda ama, passando por problemas de relacionamento com a família, com os ex-amigos e a garota a quem salvou, Val deve enfrentar seus fantasmas e encontrar seu papel nessa história em que todos são, ao mesmo tempo, responsáveis e vítimas. A lista negra, de Jennifer Brown, é um romance instigante, que toca o leitor; leitura obrigatória, profunda e comovente. Um livro sobre bullying praticado dentro das escolas que provoca reflexões sobre as atitudes, responsabilidades e, principalmente, sobre o comportamento humano. Enfim, uma bela história sobre auto-conhecimento e o perdão.

Link: http://www.skoob.com.br/livro/224842-a_lista_negra

A lista

Incrível o poder de uma história escrita com sensibilidade. Minha memória emotiva está tão ligada a este livro que relendo a sinopse sinto um arrepio. Encontrei por acaso e passou para a lista de favoritos sem pedir licença.
Ok, já tinha lido o “Perdão, Leonard Peacock” (M. Quick), que também elucida o sofrimento e pensamentos das vítimas do bullying e isso somado às constantes notícias sobre atentados (geralmente com terríveis consequências) só fez tudo mais vívido, mas este ocupa lugar de destaque dentre os seus.
Jennifer consegue, ao narrar esta história, nos fazer questionar o quanto entendemos do que ouvimos as outras pessoas dizendo (porque a Val definitivamente não dava a mesma intensidade ao ódio partilhado por Levil) e, com isso, nos coloca contra a parede com a interrogação sobre “o quanto nossos atos influenciam as vidas alheias?” tanto do lado do agressor (quem praticava bulliyng E do Nick, que resolveu se vingar), quanto do lado agredido (quem sofria o bullying E das vítimas do atentado).

É possível dizer que talvez o garoto tivesse praticado o crime mesmo antes de conhecer a namorada.

É possível que tivesse desistido. Se nunca houvessem insultado Nick, se sua família fosse melhor estruturada, se a escola lhe prestasse a devida atenção, é possível que nem existisse a história.

Porém o que importa é que ele praticou com a suposta ciência de Valerie uma verdadeira carnificina.

Querendo não me compadecer da situação da garota confusa e solitária, acabei por aceitar e argumentar a favor de Val, a querer superar tudo com ela e, por fim, pintando as unhas com aquele esmalte quase seco, voltarmos a ser quem éramos antes de tudo aquilo (na medida do possível, pois não é factível mensurar o espectro de um trauma desta proporção) ou, melhor dizendo, apesar de tudo aquilo.
É um livro curtinho, mas merece uma leitura mais atenciosa para serem colhidas com precisão as impressões de cada personagem nesta situação.

Trecho mais impactante: “As pessoas faziam isso o tempo todo, acham que ‘sabem’ o que está se passando na cabeça de alguém. Isso é impossível. É um erro achar isso. Um erro muito grande. Um erro que, se você não tiver cuidado, pode arruinar a sua vida.”

 Nota: 10/10 + fav ❤